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Projetos e negócios devem ser ajustados à nova realidade
O que temos sentido em todos os setores é, em geral, um adiar de decisões por parte dos nossos clientes. As áreas de Agência e Capital Markets são as mais afetadas por este adiar de decisões. A mobilidade é hoje muito reduzida e, por isso, as visitas aos imóveis são hoje muito difíceis de concretizar. Já nas áreas de arquitetura e de obra, apesar de adiadas as decisões, as obras continuam. Em termos de setores parece-nos óbvio que os setores do retalho e da hotelaria são para já os mais afetados, mantendo uma resistência maior nas áreas dos escritórios e da logística. As dificuldades no comércio tradicional podem representar uma oportunidade para o comércio 'online', que assiste a uma grande expansão.
O facto de grande parte da população estar a trabalhar remotamente vai mudar o paradigma da procura de imóveis, tendência que será adotada por algumas empresas ao perceberem que funciona, o que fará com que procurem imóveis de dimensões mais reduzidas. Outras empresas poderão optar, por exemplo, pelo 'hot desking', onde as estações de trabalho não estão designadas a pessoas específicas. Acreditamos que Portugal vai manter a sua elevada atratividade aos olhos dos investidores, oferecendo mão de obra qualificada e projetos de qualidade.
O papel da tecnologia é fundamental. Nos dias que correm todo o nosso trabalho está dependente da tecnologia, só assim é possível manter a nossa atividade em funcionamento. Adaptarmo-nos ao mercado e responder/agir de imediato. Tentar prever o enquadramento futuro por forma a conseguirmos dar a melhor resposta aos nossos clientes.
Estamos numa fase de adaptação/ajustamento e de expectativa para o futuro. De uma forma geral os clientes estão a adaptar-se bem a esta nova realidade. Existe uma maior proximidade entre as partes, uma vez que temos promovido bastantes reuniões online. Sem dúvida que o futuro passa pela digitalização, a “digitalização imposta” que estamos a viver vai mudar a nossa forma de trabalhar. O conselho principal que damos é que todos os projetos/negócios devem ser repensados/ajustados à nova realidade do mercado.
"Na Worx estamos convencidos de que o papel da tecnologia é fundamental. Nos dias que correm todo o nosso trabalho está dependente da tecnologia, só assim é possível manter a nossa atividade em funcionamento. Adaptarmo-nos ao mercado e responder/agir de imediato. Tentar prever o enquadramento futuro por forma a conseguirmos dar a melhor resposta aos nossos clientes."
Com base num questionário realizado aferimos que cerca de 90% dos investidores inquiridos prevê realizar operações este ano, o que vem reafirmar a vontade de continuar a investir. Adicionalmente, a maioria dos participantes assegura não ter suspendido as suas atividades de investimento, apesar de cerca de 56% afirmar ter alterado o seu perfil de investimento. De forma geral existe a expectativa de queda dos valores de mercado por exigência de yields superiores, mas de momento não se prevê a necessidade de colocar ativos no mercado para fazer face a eventuais dificuldades de liquidez. A esmagadora maioria (76%) está a reagir com tranquilidade, não prevendo libertar ativos do seu portfólio.
Estamos um pouco reticentes em relação ao timing, mas estamos confiantes que o setor vai retomar rapidamente, ajustando-se ao mercado. A crise que vivemos será certamente mais rápida que as crises passadas. Acreditamos que o setor ultrapassará as dificuldades, adquirindo aprendizagens úteis pelo caminho.
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